• Eduardo Tang

O QUE SÃO SCDs?

SCD é a sigla para Sociedade de Crédito Direto, instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil (BACEN) que realiza operações de crédito exclusivamente por meio de plataforma digital, com recursos próprios ou oriundos de operações com o BNDES, nos termos da Resolução nº 4.656/2018.


As SCDs têm um escopo delimitado de atuação, podendo realizar operações de crédito (empréstimo, financiamento ou aquisição de direitos creditórios) além de prestar os seguintes serviços:

  • análise de crédito;

  • cobrança de crédito;

  • representante na distribuição de seguros relacionados com operações de crédito;

  • emissão de moeda eletrônica (conta de pagamento, por exemplo);

  • emissão de instrumento de pagamento pós-pago (cartão de crédito, por exemplo).


O BACEN vem aumentando o escopo de atuação das SCDs, movimento que demonstra o apoio e eficiência do modelo de fintechs de crédito no mercado.


Como surgiram?


A SCD e a Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP, mas este é assunto para outra conversa), as chamadas fintechs de crédito, surgiram em 2018 em linha com a agenda do BACEN para democratização, eficiência e transparência do sistema financeiro nacional (Agenda BC+).


Antes da autorização da atuação de fintechs, o mercado dependia dos “grandes bancos” que, além de muito burocráticos, não oferecem taxas atraentes. Depois dela, novas instituições financeiras surgiram e, consequentemente, houve aumento da concorrência.


Por ser autorizada a oferecer as funções mais básicas de “bancos tradicionais”, como conta de pagamento e empréstimo, muitas SCDs ficaram conhecidas no mercado “banco digitais”.


A SCD é segura?


Sim. E, em certos aspectos, até mais que bancos tradicionais. Além das SCDs serem objeto de autorização para funcionamento pelo BACEN, que confere segurança e estabilidade, há controles como a obrigatoriedade de realização de operações de crédito exclusivamente com capital próprio (ou de operações do BNDES). Isso significa que os recursos de clientes não são emprestados para terceiros (sim, os grandes bancos emprestam seus recursos para outros).


Além disso, os recursos das contas de pagamento oferecidas pelas fintechs de crédito também são diariamente aplicados em conta específica no Banco Central ou títulos públicos federais, trazendo mais segurança aos usuários.


O que pode-se perceber é que, com o uso da tecnologia, fintechs conseguem entregar um produto/serviço melhor, mais rápido e com toda a segurança necessária.


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