• Paulo David

5 dicas para evitar a fraude online que ninguém te contou antes.

Infelizmente, fraudadores digitais têm um emprego como qualquer outro. Eles acordam todo dia de manhã e trabalham para ganhar dinheiro. Se não ganharem, não jantam.


Na maioria das vezes, eles têm horário flexível, trabalham de casa, não têm carteira assinada e dependem dos resultados para continuar na profissão.


Por conta do distanciamento social decorrente da pandemia, cada vez mais, as fraudes ocorrem em um ambiente digital.


Mas não precisa de desespero: existem diversas ações que podem (e devem) ser feitas para proteção dos seus dados mais preciosos no ambiente online.


1. Entender melhor o ecossistema dos "crimes cibernéticos"


As fraudes no ambiente digital podem acontecer em TODOS os momentos de interação online, seja ao fazer uma pesquisa, clicar em um link patrocinado ou

quando uma empresa entra em contato via e-mail e até com promoções nas redes sociais.


Os fraudadores conhecem e usam diferentes canais, estratégias de comunicação e tipos de devices. Ou seja, estão presentes em aplicativos, redes sociais, sites e anúncios falsos para disseminação de fake news.


Eles usam técnicas de teste (por exemplo, A/B e disparo de ações em massa) e podem, inclusive, usar ferramentas mais sofisticadas para alavancar seu trabalho, como low touch e high end, bots, algoritmos, entre outros. Isso sem contar os hackers e quadrilhas de cyber criminosos internacionais.


Dados simples e mais acessíveis, como e-mail, CPF e telefone, são usados para "escalar privilégios" e conseguir mais informações para um golpe melhor. Então, se alguém te ligar para confirmar seus dados cadastrais e você não reconhecer o motivo para isso, acenda a luz amarela.


2. Evite perder dinheiro


Muitas vezes, evitar o crime é impossível. Sem querer, você começa a dar informações ou preencher cadastros que não devia e, antes mesmo de começar a suspeitar, o golpe já ocorreu. O mais importante nessas situações é tentar não perder o dinheiro. Ou seja, mesmo tendo sofrido a fraude com relação aos seus dados pessoais, desconfie do pedido de pagamento e evite a transferência de seu dinheiro ao criminoso.


Se chegar a fazer uma transferência, corra para seu banco ou fintech e tente cancelar a operação.


Mas, antes que qualquer uma dessas coisas aconteça, você pode se precaver criando um "plano de contingência". Se clonarem seu cartão, roubarem seu WhatsApp ou contatarem sua família, o que você fará?


Ter um plano rápido, previamente combinado com seus entes, saber para quem ligar e como acionar seu banco, cartão de crédito ou fintech para interromper a fraude é fundamental para agir rápido e se proteger nesse tipo de situação.


Outra boa alternativa é habilitar o fator de autenticação duplo de suas redes sociais, bancos e afins. É prático e, em qualquer caso de reinstalação ou acesso desconhecido, será necessária a autorização via uma segunda fonte pré-cadastrada.


3. Desconfie da mistura "pessoa" e "robô"


Em um ambiente online, o criminoso sempre usa uma ferramenta digital. Outra frase óbvia, né? Mas é como se, no passado, uma casa era invadida com pé de cabra, arma, capuz e alicate, hoje, sua vida é invadida com WhatsApp, e-mail e telefone.


Então, desconfie de números desconhecidos, e-mails que "não fazem sentido" e vozes que você não reconhece no telefone.


Na dúvida, se receber uma ligação ou mensagem via WhatsApp suspeitas, peça para fazer uma videochamada, um número de protocolo ou até falar com um supervisor.


No caso de e-mail, confira o domínio (empresas não usam provedores gratuitos como @hotmail.com ou @gmail.com) e ligue para a empresa - e não para o número que te passaram. Ah, e garanta que o português esteja bem escrito!


Se alguém te obrigar a fazer uma decisão financeira urgente, ainda que seja a respeito de uma promoção, desconfie. Cheque o site referente e peça para retornar a ligação. Nesse meio tempo, confira se o endereço da URL é o mesmo da empresa e veja se ele tem um "HTTPS" ou um "cadeado" antes do link.


Desconfie de anúncios nas redes sociais. É mais comum a fraude vir de lá do que você imagina.


4. Informe-se rápido


Pesquise no Google. Fale com amigos. Confira no Reclame Aqui. Veja os comentários.


Simples assim.


5. Onde tem fumaça, (geralmente) tem fogo


Desconfiou de algo? Siga sua intuição.


O site não parece confiável, o anúncio passa a sensação de ser “bom demais pra ser verdade”, o e-mail tem um link que você nunca viu, o domínio do site é diferente do que você conhece?


Pare imediatamente e busque se informar. De novo: pesquise no Google, ligue para alguém da sua confiança, respire e pense.


Se a empresa ou site não te passa segurança, você não deve fazer negócio.


A mudança está aí e tem um custo


O mundo está mudando rapidamente. Com a pandemia, fraudes online se tornaram o ganha-pão de muita gente.


Enquanto os usuários perdem, os fraudadores são imensamente beneficiados por essas ações criminosas. Lembre-se: ele vive disso.


Entender a motivação por trás destes criminosos, como funciona o ecossistema de fraudes online e como criar defesas e mecanismos rápidos e simples de proteção é a maneira mais eficaz de se proteger e ter uma vida sem preocupações desnecessárias.


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